Entendendo os diversos estilos da Dance Music

As musicas são suas ferramentas de trabalho, sua matéria prima. Seu estilo será definido pelo tipo de música que você toca. Estilos diferentes atraem diferentes tipos de público. Pense muito bem em escolher aquilo que você vai trabalhar.
Alguns DJs começam tocando um estilo e no meio do caminho resolver mudar. O problema é que seu público, acostumado com seu estilo anterior vai ficar insatisfeito e vai abandoná-lo. Construir um público fiel é um trabalho demorado e desgastante. Escolher um estilo é quase como a escolha de uma profissão, que vai acompanhá-lo pelo resto da vida.
A música hoje tem um grande poder de persuasão sobre seu público e dela são criadas as tribos. Se você for um DJ de Trance, Hard House ou Techno, com certeza saberá que se tocar um pagode ou forró numa pista deste gênero será no mínimo vaiado.
As músicas seguem uma linha própria, particular de cada estilo. O House tem em média 128 BPMs, com vocais e melodia, na maioria inspirados nas músicas disco dos anos 70. O Techno e o Hard House são variações do House, usando sua base encorpada e com timbres mais realçados e uma média de 136 BPMs.
A Dance tradicional tem como característica teclados mercantes, presença constante de vocal e uma melodia mais harmoniosa, com o BPM mais variado de todas: 125 até 140 BPMs.
Dependendo da época, como por exemplo em 1992/1993 seguem entre 125 a 130 BPMs, em 1995 até começo de 1997 a média variava entre 136 a 140 BPMS. Hoje a Dance varia entre 130 a 135 BPMS.
O Trance está para a Dance assim como o Techno para o House. Surgiu na mesma linha, usando teclados melodiosos. Alguns chamam o Trance de continuação do que era chamado de ltalo Dance. Tem na média 136 BPM.
Ainda temos o Drum'n Bass. Este estilo começou a criar seu público ao sair dos guetos para as rádios e casas noturnas. O Drum'n Bass se destaca por ter de todos os estilos o BPM mais acelerado, a partir de 150, e como o próprio nome diz, é uma mixagem de batidas e sons de baixo. Algumas músicas têm vocais, porém não há regras neste estilo, basta ter um BPM acelerado para as pessoas começarem a dançar.
Tendo isso em mente, você sabia que hoje em dia existem mais de 50 estilos diferentes de Dance Music? Saber diferenciar os estilos é importante. Muitos DJs fazem uma confusão danada na hora de classificar as músicas de seu SET na hora de organizar suas músicas, chegando algumas vezes a misturar estilos diferentes de música o que pode fazer com que a pista “esfrie”. Para ajudar o pessoal, colocamos abaixo uma lista com os principais estilos musicais e dicas de como reconhecê-la:
Trance:
O Trance é uma música que saiu do segmento Techno alemão no início dos anos 90. É muito parecido com o Acid House, mais rápido que a House, e mais suave que o Techno mas pode fazer você dançar. O Trance é uma espécie de Ambient em torno de 140bpm.
O estilo enfatiza linhas de sintetizador repetidas ao longo da batida, com mudanças rítmicas mínimas. Esses elementos geram um tipo de som que põe os ouvintes em um transe (isso é o fator vigente para a música Trance). Apesar de minguar durante o meio dos anos noventa, o Trance fez um retorno imenso no final da década e hoje - muitas vezes - caiu no popular e se tornou um dos principais estilos eletrônicos, até mesmo como dancemusic ao redor do mundo.
Goa Trance:
Goa Trance surgiu na Alemanha (não na Índia como tantas pessoas pensam) e só foi inspirado em temas de Divindades daquele país - que existe uma região chamada Goa, onde se fala o português - misturado com um som eletrônico do trance puro.
Estilo bem típico do local e que lembra muito o hinduísmo.
Hypno Trance:
O grande crescimento da música trance criou sub-gêneros mais complexos com batidas pesadas e velozes. A Hypnotrance saiu meio que da mistura entre o Trance e o Hardcore. É bom lembrar que muitos o chamam de Hardtrance também.
Progressive:
Embora o Progressive House tenha levado a grande audiência para o seu lado, a Progressive Trance surgiu para "desbancar" isso e mudou o estilo do trance original para um som mais popular, mais comercial, levando em conta que a música Trance nunca tinha desfrutado as mais altas posições dos top hits.
Acentuando o som mais liso típico do Eurodance e House, Progressive Trance se tornou um som padrão das danceterias à partir do final dos anos 90. Alguns críticos ridicularizam o seu enfoque devido ao desarranjo e falta de habilidade para misturar as batidas, mas o Progressive Trance foi criticado pelos melhores DJs e idolatrado nos principais top hits da Inglaterra.
Techno:
O Techno teve suas raizes no House Eletrônico feito em Detroit no meio dos anos 80, por isso ele foi inicialmente difundido com o nome Techno-House.
A House ainda tinha conexão explícita com a Disco e era completamente eletrônica. Mas o Techno era uma música extremamente mecânica, projetada para uma audiência pequena, específica. Os primeiros produtores de Techno - Kevin Saunderson, Juan Atkins e Derrick May entre outros - realçaram as batidas eletrônicas, sintetizadas de artistas de Electro-Funk como Afrika Bambaataa "Planet Rock", unidades de Synth-Pop como Kraftwerk "Neon Lights" e deixaram de usar "handclap" (palmas) nas batidas que era característica da House music. Nos Estados Unidos o Techno era underground, mas na Inglaterra, caiu no popular na metade dos anos 80. No início dos anos 90, o Techno começou a fragmentar em vários subcategorias, inclusive Hardcore, Jungle, etc.
Todas as subcategorias do Techno foram projetadas para ser tocadas em clubes onde elas seriam mixadas por DJs inicialmente. Por causa disso, a maioria das músicas estavam disponíveis em discos de 12" ou compilações de vários-artistas onde as músicas poderiam tocar por muito tempo e poderiam proporcionar para o DJ muito material para mixar na seqüencia dele. O TechnoTechno. já estava ficando mainstream (no popular) mas ainda não tinha uma identidade definitiva. Mas, não surpreendentemente, no meio dos anos 90, apareceram vários artistas - particularmente o Prodigy, Chemical Brothers e Moby - empurraram o estilo e deram uma cara para o estilo e se tornaram as primeiras estrelas do
Aqui no Brasil, o Techno já tinha chegado no início dos anos 90, mas foi difundido apenas como Dance Music. Mas no final da década, o termo "Techno" chegou pra valer, causando uma mudança radical no cenário da música eletrônica no Brasil. Por ser um nome facilmente associado ao futurismo e a robótica, as pessoas passaram a assimilar todas as músicas que possuem recursos eletrônicos e futuristas a ele.
Prototechno:
Também conhecido como Techno Retrô, esse termo na verdade não é realmente um estilo de música. É só uma ligação de vários artistas e estilos que tiveram grande impacto nos criadores do Techno em Detroit.
Nós podemos incluir aqui o Techno-pop do Kraftwerk, o Funk de George Clinton (Funkadelic/Parliament), o Electro do Afrika Bambaataa e o Techno do Cybotron.
Detroit Techno:
O Detroit Techno é caracterizado pela obscuridade, riffs destacados, estilo eletrônico primitivo e vibrações mecânicas influenciadas pelo Funk, tocados em instrumentos analógicos. Os vocais são raros, o ritmo aqui é o mais importante. Um dos primeiros projetos a experimentar esse estilo foi o Cybotron, Model 500, Kevin Saunderson, Rhythm Is Rhythm e Reese.
Pra quem não sabe, o Cybotron lançou suas primeiras produções no estilo Detroit Techno em 1981, com influência do Electro-Funk de "Planet Rock". Eles também foram uma parte ativa nas rádios e nightclubs de Detroit. Eles não deram muito certo em seu progresso até que um ano depois eles produziram "Clear". Em 1985, Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson ficaram firmemente estabilizados na cena musical. Eles sempre lembraram do Kraftwerk e Parliament em suas músicas.
De fato Kraftwerk e George Clinton tem ambos, as vezes, responsabilidade na criação do Detroit Techno.
Techno Pop:
A Alemanha é onde a banda Kraftwerk nasceu. Depois que o sucesso da música deles começaram a trazer bons resultados, o movimento Neue Deutsche Welle (New Wave Alemã) ganhou forças e foi reverenciado por duas gravadoras de Dusseldorf: Ata Tak e Zick Zack. Então surgiu o techno-pop nos anos 80 que conta com artistas como o próprio Kraftwerk, Moskwa TV, Boytronic, New Order, Front 242, Pet Shop Boys, etc.
Funkybreaks:
Uma mistura de Techno, Trance, Hip Hop e Jungle, o Funky Break se tornou um dos estilos mais amplamente ouvidos na música eletrônica graças a sua popularidade em alguns comerciais de televisão durante o início dos anos noventa. Alguns artistas notáveis são Chemical Brothers, Prodigy, Crystal Method e DJ Icey.
Electroclash:
Electroclash é um movimento que surgiu para dar uma nova cara para a música eletrônica. Esse estilo tem influências de inúmeros tipos de coisas.
A essência das músicas são a cibernética, computadores, sexo, cultura punk, pop art, moda, New Wave e ritmos influenciados pela disco dos anos 70. Há também alguma ligação com o Detroit-Techno e com Ghetto-Tech.
O termo "Electroclash" foi criado por Larry Tee. O trabalho dele com DJ Hell ajudou na difusão desse estilo. Atualmente o Electroclash conta com artistas como Miss Kittin, The Hacker, Golden Boy, Peaches, Chicks on Speed e Tracy and The Plastics.
Mas não confunda Electroclash com o Electro (vertente do Rap). Alguns difusores desse estilo costumam dizer "Electro" se referindo ao Electroclash.
Progressive Electronic:
Este estilo se desenvolveu em lugares pouco conhecidos. Ao invés de samplear e usar sintetizadores, os produtores deformam os timbres originais, às vezes para um estado irreconhecível.
Vários artistas deste estilo também criam os próprios sons em vez de usarem sons predefinidos que vem em sintetizadores. Normalmente são processados instrumentos acústicos executados em tempo real por meio de reverb, que harmoniza e da uma dimensão nova para a música. Estas músicas abrem mundos novos de ouvir, pensar e sentir. Na pior das hipóteses, os artistas de Progressive Electronic adoram tecnologia para seu próprio interesse, recusando a alma da verdadeira expressão artística. Jean-Michel Jarre é um exemplo.
BreakBeat:
É caracterizado pelo uso de batidas e samplers de Hip Hop com velocidade aumentada, scratches e outros efeitos com mixagens e elementos do Techno.
Freqüentemente tem influências de reggae, mas o tempo é drasticamente mudado (pra cima).
Acid Techno:
Quando a Acid House estourou alguns produtores resolveram fazer uma vertente deste estilo mais rápida e mais mecânica. Bastante parecido com o Trance, o Acid Techno inclui artistas como Aphex Twin, Dave Clarke e muitos outros.
New Beat:
Um fenômeno bastante breve, New Beat surgiu no início dos anos 90 como uma derivação de Acid House.
Influenciado também pelo Detroit-Techno e Eurodance, New Beat foi centrado na Bélgica, onde gravadoras caracterizaram o estilo como uma divisão do Acid, mas com queda para música pop. O sucesso do KLF em 1990-91 sustentou o New Beat por algum tempo, mas depois que eles caíram no esquecimento, o estilo enfraqueceu depressa. Aqui no Brasil, o New Beat virou uma febre no final dos anos 90 e início de 2000 quando surgiram algumas produções nacionais com Djs como DJ Explorer, DJ Phenomena e MP4. As produções nacionais de New Beat são chamadas de Techno e te fazem dançar, mas o conteúdo artístico e o desenvolvimento são quase sempre muito pobres e tosco e quase não existe criatividade nos arranjos, pois tudo é copiado de outras músicas.
Indiedance:
É uma vertente originada do Rock Underground na Inglaterra. É uma música com componentes eletrônicos. Björk, Chemical Brothers, Happy Mondays e Primal Screeen são bons exemplos.
Tribal:
As músicas do Tribal-Techno são simples, repetitivos e a energia é primitiva e motriz. É minimalista, cria poucas misturas, melodias sutis, e seus samplers tem vocais com tema étnico pesado.
Industrial:
Durante os anos 80, a música industrial saiu do escuro e deu as caras para o mundo, mostrando uma posição importante na história da música. O estilo deixou de ser uma música experimental e se tornou uma categoria bastante popular (principalmente na Bélgica) ao lado da música alternativa e do Heavy Metal. Esse estilo passou a ser difundido como E.B.M.
(Electronic Body Music) por vários artistas como Front 242, Nitzer Ebb, Skinny Puppy e Ministry, que ganharam importância significante no mundo da música eletrônica. Nos anos 90, a música industrial se dividiu em dois movimentos: um que defendia o amplo uso de aparelhos como guitarras e outro que continuava utilizando a atmosfera da música eletrônica.
Intellitechno:
Estilo caracterizado pelo Techno menos comercial e mais complexo e superior.
Cyberdelia:
Estilo que mistura o Techno com atmosfera psicodélica. Também chamada de Technodelia, esse som é ligado aos hippies da idade moderna.
Ethnotechno:
É a fusão de elementos étnicos – principalmente africanos e hindús - com samples antigos, mas que foram popular no final dos anos 80.
Big Beat:
Já foi chamado de Britsh-Hop e Chemical Beats. O Big Beat, é uma ligação entre o Dance e o Rock. Os Chemical Brothers, com seu uso pesado em Breakbeats, são os pioneiros de um gênero que agora conta com muitos outros defensores como Propellerheads, Bentley Rhytm Ace e principalmente FatBoy Slim.
House:
Todo mundo sabe que nos anos 70 a Disco Music estava no seu auge. Mas algumas pessoas dizem que na década seguinte, a Disco acabou. Bem, a verdade é que a Disco não acabou. Apenas se deformou em vários sub-gêneros.
Dessa deformação surgiu a House que é o segmento da cultura Disco do início dos anos 80 em Chicago. O seu maior colaborador foi Frankie Knuckles que é considerado o criador da House. Depois que a Disco se tornou popular, alguns DJs populares - particularmente esses em comunidades gays - alteraram a música para ficar menos pop. A batida ficou mais mecânica e os graves ficaram mais fundos, enquanto elementos eletrônicos, Latin Soul, Dub
Reggae, Rap, Jazz que foram colocados em cima daquela nova batida 4/4 "insistente". O nome "House" traz uma pergunta: por que esse nome??? Veja bem, alguns dizem que o termo vem de uma discoteca chamada "Warehouse", onde se tocava exclusivamente este estilo. Já outros defendem a idéia que esta música era tocada em festas feitas em galpões abandonados (warehouse = galpão). Mas nenhuma das duas idéias estão comprovadas.
Geralmente, a música House era puramente instrumental e quando havia os vocais, eram de mulheres que freqüentemente cantavam melodias sem palavras chamadas wordless. A evolução da House Music faziam os ritmos ficarem mais frenéticos, repetitivos e alucinantes. Seu logotipo é a famosa carinha do Smiley inventado por DJ Pierre como tema do "Acid Tracks".
No final dos anos 80, o House tinha fugido de clubes underground em cidades como Chicago, Nova Iorque, e Londres, e tinha começado sair pra mídia particularmente na Inglaterra e Europa e em toda a parte depois debaixo das asas de de artistas como C+C Music Factory e Madonna. Ao mesmo tempo, a House que estava quebrando no quadro pop, também estava se dividindo em vários sub-gêneros como, Hip-House, Ambient House e o mais significativo, o
Acid House.
Durante os anos 90, o House deixou de ser a música dance de maior sucesso, contudo permaneceu popular em clubes ao longo da Europa e América. Mas nesse novo milênio, uma nova onda de artistas de House Progressivo voltam a aperecer. Isso inclui Daft Punk, Basement Jaxx e 808 State que voltaram a moda House com trabalhos merecedores de divulgação.
Alguns artistas de House são Black Box, Opus III, Deee-Lite!, Ten City, Robin S., etc...
Acid House:
Estilo de música dance que surgiu da House e se espalhou por todo mundo. A Acid House teve sua primeira aparição no meio dos anos 80, num trabalho chamado "Acid Trax", feito pelos produtores de Chicago DJ Pierre, Adonis, Farley Jackmaster Funk e Phuture (esse último que levou o nome na música que virou clássico).
O Acid House é a mistura de elementos da House (que já estava arrebentando em Chicago e Nova Iorque) com o som pesado e graves fundos do sintetizador Roland TB-303.
Esse estilo era exclusivamente um fenômeno de Chicago, mas rapidamente os singles cruzaram o Atlântico e a Acid House assumiu o controle nas festas em Londres em 1987. Então a partir daí, a Acid House ficou conhecida e saiu para o popular em 1988.
Chicago House:
Na cidade de Chicago, muitos DJs começaram a experimentar Disco Music com samplers de bandas como Krafwerk e New Order.
Então um novo som surgiu com uma média de 120 bpm, batida 4/4, vocais de Soul e samplers tirados de piano.
A House de Chicago é conhecida pelo piano e pelos vocais sampleados. Algumas pessoas dizem que a House criada em chicago é a primeira, isto é, a "old school".
No final dos anos 80, este estilo foi parar na Europa e desde então, DJs europeus têm experimentado o Chicago House.
Garage House:
É um sub-gênero da House. O termo "Garage" foi criado para diferenciar do House menos popular e comercial. O nome do estilo vem da casa noturna de Nova Iorque "Paradise Garage". Assim como o Freestyle, a Garage HouseHouse de Chicago. Alguns artistas que se encaixam aqui são Robin S. e Sounds of Blackness. tem alguma influência de R&B e Gospel, e tem vocais mais refinados que a
Ambient House:
Ambient House é aplicada para designar um tipo de música eletrônica para não ser necessariamente só para dançar. Em sua aplicação mais rigorosa, a Ambient House destacou um som com elementos de Acid House, batidas 4/4 relaxantes, sintetizadores climáticos e vocais sedutores breves usados para uma música mais atmosférica que incide na profundidade e espaços abertos.
Existe também o Ambient Dub que mescla sons Ambient House com outros ecos e outros efeitos dub da musica jamaicana. Todas são músicas envolventes.
Deep House:
Não é bem uma categoria da house. É apenas um termo para diferenciar o bom House das músicas comerciais de artistas sem muita categoria. Também é conhecido como Flash House.
Hard House:
Hard House é como o nome já diz: House com ritmo mais agressivo. O Hard House é uma mistura aguada de House e Techno.
Hip House:
Hip House é uma mistura de Hip Hop e House. Suas características são: batida 4/4; teclados e sintetizadores. Os vocais e toda produção da música tem toda alma da cultura Hip-Hop. Exemplos de artistas: Cut N' Move e De La Soul.
Nu House:
No início também se chamou New Brit House. Nu House é a forma de classificar o House britânico da nova geração; mais puro, com influências negras com Soul, Funk, Disco e jazz. Exemplo: Basement Jaxx.
Acid Jazz:
É uma música tocada pela geração criada no meio do Jazz como também no Funk (americano), Disco e Rap. A sua existencia consiste em juntar a ênfase dos instrumentos com Hip Hop e Dance Music. O termo Acid Jazz surgiu em 1988, devido ao som Acid-House ter aparecido. É uma a fusão de riffs de jazz, batidas Funky Hip Hop e um pouco de tecnologia. Geralmente tem instrumentos ao vivo, arranjos lisos e a energia de Jazz. Podemos citar Jamiroquai, Stereo MCs e US3.
Dream house:
Foi criado pelo italiano DJ Parrini no final de 1993. O maior sucesso deste estilo é a música "Children" de Robert Miles. Este estilo veio originalmente do Trance. Normalmente tem batidas 4/4 dançantes, com sons melódicos e suaves. Às vezes uma mulher é a vocalista que dubla para produtores.
Freqüentemente este tipo de música é fundido com Techno e/ou música progressiva.
Alternative:
Alternative Dance tem definição de House simplificado, Hi NRG, Rock e Techno. É um estilo com muitos teclados, baterias eletrônicas e arranjos vocais para misturar House, Rock e Techno. Alguns dizem que este estilo sugiu só para os roqueiros curtirem Dance Music, já que eles são extremamente preconceituosos.
Enigma, Depeche Mode, Erasure, Everything But The Girl e New Order são bons exemplos.
Progressive House:
Progressive House é baseado em menos sampler, menos vocais com gemidos e menos cultura Hip-Hop.
Isto significa que este estlio ganhou outras influências e perdeu algumas características do Techno. Underworld e Fluke tocam House Progressivo.
Latin house:
A origem do House Latino é quase tão antigo quanto a própria House. O House Latino mescla a energia da House com um estilo "caliente" e sensual caracterizado pela música latina. Artistas: Martha Sanchez e Fey
Jazz House:
A fusão da House Music, música Ambient com atmosferas do Jazz se tranformou num estilo chamado Jazz-House. Um bom exemplo desse som é "Rose Rouge" do Saint German.
Disco house:
Disco House adota fortemente os clássicos da Disco e do Funk dos anos 70, com melodias cativantes e animadas. Na Inglaterra, este estilo é chamado de Tesko.
Tribal House:
Tribal House é identificado pela sua percurssão. Os arranjos geralmente são simples e repetitivos, levando o ouvinte a perceber o estilo primitivo da House. Tem melodias sutis e é minimalista. Os samplers são inspirados em sonoridades étnicas de regiões indígenas.
Drum 'N' Bass:
Fundado quase completamente na Inglaterra, Drum'n'Bass é uma evolução de Hardcore Techno que surgiu no início dos anos 90. Normalmente, é completamente instrumental, consistindo de nada mais que baterias eletrônicas e baixos profundos. O termo Drum'n'Bass começou a ser usado como alternativa ao Jungle. Muitos o criticam por ser racista, já que o Jungle era associado aos negros. Na verdade, Drum'n'Bass trata-se de Jungle com enfoque musical mais sofisticado, com os elementos da música eletrônica e os padrões de bateria mantidos, com arranjos direcionados ao Jazz. Alguns Artistas: Alex Reece, Roni Size, Flytronix, Omni Trio, Grooverider.
Jungle:
O Jungle é a combinação de Break Beat com vocais de Reggae e baixo pesado e pronunciado.
Hardstep:
Este é uma vertente do Drum'n' Bass, que é identificado pelos seus baixos reforçados e seus violentos e vertiginosos ritmos. Uma forma de Jungle onde as batidas são mais de vanguarda.
Ragga:
É a forma mais primitiva de Jungle e pode ser facilmente reconhecida. Tende a usar graves distorcidos de Reggae e vocais tirados também do Reggae.
Dark:
Quando Jungle saiu do Breakbeat que se dividiu em Hardcore Techno, o estilo que surgiu foi "Dark". Isso é porque é usado samplers de filmes de ficção científica e de terror e o som é sombrio.
Dark Roller:
É um sub gênero do Drum 'n' Bass que tem um toque mais obscuro e hipnótico.
Drill'N'Bass:
Foi uma evolução involuntária do Drum'n'Bass. Um breakbeat que tinha como base poderosos efeitos auditivos e programação para deformar as batidas em um som frenético e rápido. Criado em 1995, os pioneiros foram Aphex Twin, Luke Vibert e Squarepusher. No ano seguinte, o Drill'n'bass cresceu com músicas lançadas por esses artistas.
Logo depois surgiram vários artistas que se identificaram com o estilo e o Drill'n'bass ficou reconhecido. Mas foi uma moda passageira e hoje o Drill'n'bass ficou no esquecimento.
Industrial Drum'n'Bass:
Reagindo contra a música Industrial que estava aumentando a influência de Heavy Metal, alguns artistas começaram a misturar industrial com breakbeat de Jungle e Techno. Dessa mistura surgiu o Industrial Drum'n'Bass.
Seguindo os pioneiros da música industrial (como Front 242, Cabaret Voltaire e Skinny Puppy), eles mantiveram o ritmo e desenvolvimento da música electrônica e vocais encorpados.
Jazzstep:
Uma faceta do Jungle onde elementos do Jazz são utilizados.
Artcore:
Tendência experimental mesclada com Ambient Jungle. Também é chamado de Intelligent Jungle.
Lounge:
Na verdade, Lounge não é um estilo, mas sim um lugar em casas noturnas ou festas onde se pode descansar, dormir, se esparramar e ouvir um som que leva ao caminho oposto ao dos estilos acima, ou seja, diminuir o ritmo do público. Mas hoje em dia o termo Lounge se tornou sinônimo desse tipo de som mais sossegado. Para quem não conhece, qualquer musica Dance é Techno, e qualquer musica de Chill Out é Lounge.
É bom você ficar atento à esse estilo pois muitas vezes as oportunidades de tocar em grandes casas surgem para iniciantes abrirem a noite com um som mais calmo.
Trip hop:
No início de tudo (na Inglaterra), o Trip Hop foi criado numa tentativa de caracterizar um novo estilo de Jazz, Funk trazidos para a era digital com Breakbeat experimental que começou a ficar conhecido em 1993.
Um pouco parecido com o Hip-Hop americano (entretanto em grande parte, menos vocal) com uma mistura de música eletrônica tipicamente mais experimental. Alguns artistas são Morcheeba, Chemical Brothers, Shadow, Tricky, Crystal Method, the Sneaker Pimps e Massive Attack.
Ambient:
É a música eletrônica para relaxar. É uma mistura de sons envolventes com ecos e outros efeitos. Toda música Ambient leva a direção oposta da Hardcore, reduz a velocidade das batidas e tem texturas eletrônicas aguadas. Era usado como fundo, quando os DJs precisaram de um break no Hardcore Techno. Esse som também é característica de fundos para comerciais de TV ou Rádio.

Matéria elaborada pelo DJ Caco e baseada na apostila do curso de DJ da 4 Fun
Caco você esta de parabéns!
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