Um pouco de cultura

Essa semana escrevi uma matéria para a coluna E-Papo do caderno Mazup distribuído com o jornal O Informativo, jornal esse de bastante circulação na região.

A coluna E-Papo é escrita por DJs e consequentemente a propósta é falar sobre música eletrônica e tecnologia.

Confira a matéria abaixo:


O que leva uma pessoa a ouvir uma determinada música/estilo no seu programa de rádio favorito, no CD player do carro, na novela, nas propagandas, após as notícias, no MP3 player, nos programas de domingo à tarde e quando frequentar uma danceteria eletrônica pedir essa mesma música/estilo para o DJ tocar na pista.
Realmente não entendo, o Brasil possui um povo misto, com diversos tipos de culturas, religiões, gostos e desgostos, mas para música o publico é simplesmente fechado. Existem centenas de estilos musicais que simplesmente são desconhecidos pela maioria das pessoas.
Em se tratando de e-music o DJ que tenta introduzir um estilo diferenciado em uma festa é no mínimo mal falado e possivelmente nunca mais contratado pela casa. Uma grande fatia do público simplesmente não aceita ouvir músicas de algum estilo que não conheça. Poxa, como iremos evoluir dessa maneira? Para conhecermos algo temos que ter contato, temos que ouvir prestar atenção e entender.
São tantos estilos de e-music que fazem sucesso ao redor do mundo, e no Brasil são simplesmente esquecidos, um exemplo claro é o Trance que a cerca de dez anos reina no topo da lista junto a grandes nomes de produtores/DJs como Armin Van Buuren, Gareth Emery, Ferry Corsten e Markus Schulz. Esses são quatro nomes que estão entre os dez maiores DJs do mundo e todos trabalham com o estilo Trance o qual você provavelmente não conhece afinal o mesmo não é difundido em nosso país.
Mas não é só do Trance que falo, Techno, Deep, Progressive e tantos outros que simplesmente são ignorados.
Nossa região aceita basicamente dois estilos de música eletrônica o House e o Electro House de preferencia numa linha bem comercial (músicas ou remixagens de músicas tocadas em rádios). São estilos legais que tem um ritmo bom, mas porque ficar preso apenas a dois ou três quando existe uma infinidade deles na da e-music.
Se lhe interessar, pesquise sobre alguns estilos ou nomes mencionados na matéria e ouça algumas músicas referentes a eles, mas ouça prestando atenção não só na batida, ouça também aquele som de piano, sax ou sintetizador que surge lá no fundo após trinta e duas batidas.
Assim quem sabe, na próxima festa de música eletrônica que você for, pedirá para o DJ tocar uma track bacana do Umek ou Michael Woods e não aquela mesma que você passa a semana ouvindo no rádio e na TV.
Eu sempre acreditei que todo tipo de cultura é conhecimento como música é cultura, quanto mais aberto você estiver a variações dela mais conhecimento você assimilará.

Sou Fernando Becker administrador do blog midideejay.com e DJ/VJ residente da Sprits de Lajeado, agradeço pelo espaço mais uma vez concedido pelo caderno Mazup.
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